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Contos, Lendas e Poesia

Contos, Lendas e Poesia

05
Out06

Nevoeiro

contoselendas

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer —
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...
 

É a Hora!  

 

Fernando Pessoa in “Mensagem”

04
Out06

A Revolução Republicana

contoselendas

           

            No dia 5 de Outubro de 1910 nasceu a República e a partir de 1910 ficamos a ser governados por uma República.

            A Revolução já vinha sendo preparada a algum tempo. Dois anos antes D. Carlos e D. Luíz Filipe haviam sido assassinados por activistas republicanos. O reinado de D. Manuel II tentou apaziguar a vida do país sem sucesso.

            No dia 2 de Outubro Candido dos Reis reúne-se com Oficiais Republicanos, com a Alta Venda Carbonária e com o directório do PRP (Partido Republicano Português) ficando marcada a Revolução para a noite seguinte. Horas depois houve uma nova reunião (sem o Directório) para acertar os detalhes do plano de Sá Cardoso e Helder Ribeiro que tinha em conta a acção militar e a acção civil dos Carbonários.

            Como Miguel Bombarda (uma das principais personagens da conspiração) tinha sido baleado e tinha falecido, na reunião do dia três (na Rua da Esperança) puseram-se 2 problemas: um era a sua morte e o outro consistia em que ele, sendo uma grande figura, é que detinha alguns dos segredos da conspiração. Novas hesitações surgem mas acabaram por continuar com a revolução, pois se não o fizessem os marinheiros sairiam sozinhos.

            Entre os monárquicos a preocupação crescia e Teixeira de Sousa foi avisado de que algo podia acontecer. Puseram a guarinção de prevenção. Nessa noite o Rei jantava com Hermes de Sousa, Pesidente da República Brasileira. Este jantar foi abreviado devido ao aviso de Teixeira de Sousa.

            Marcada a Revulução para a 1 da manhã, Machado dos Santos dirigiu-se a Infantaria 16 para tomar o Quartel, mas este já estava tomado pelos soldados com a morte de 2 oficiais. Os seus homens dirigiram-se a Artilharia 1, onde esperavam encontrar o mesmo, mas era diferente. A entrada não estava aberta como se tinha combinado, mas Afonso Pala estava lá dentro e tinha organizado os revolucionários. A porta foi arrombada e Sá Cardoso assumiu o comando formando duas colunas. De acordo com o plano, os alvos eram o Quartel General e o Palácio das Necessidades. Uma das colunas tem um confronto com a Guarda Municipal, na Rua Ferreira Borges. Teve de voltar para trás e encontrou-se com a coluna de Afonso Pala, no Rato. Juntas têm recontros aí e na Rua Alexandre Herculano. O plano é abandonado e os republicanos fixam-se na Rotunda, onde organizaram a defesa. Foram atacados pela Guarda Municipal, mas repeliram o ataque. Amanhecia. Em muitos pontos não se verificou a sublevação. Dos civis também só foi bem sucedida a missão na zona oriental lisboeta. Mas a Marinha era um "feudo" carbonário e à 1 da manhã no Quartel da Marinha a vitória foi dos republicanos. Tomaram os navios "Adamastor" e "S. Rafael". O Comando não atacou os revoltosos.

            De madrugada as forças monárquicas atacaram a Rotunda. Soube-se do suicídio de Cândido dos Reis o que desanimou alguns republicanos. Sá Cardoso convoca os conspiradores; a maioria quer terminar a tentativa de golpe. No entanto, Machado Santos e a Carbonária decide continuar. A revolução está nas mãos dos civis. Aumenta a adesão popular e constroem-se barricadas.

            Ao fim da manhã as forças leais ao Rei, comandadas por Paiva Couceiro, atacam a Rotunda quer pelo Rossio quer pelo lado da Penitenciária, mas sem grande sucesso. Couceiro retira com dificuldade. Entretanto os navios "Adamastor" e "S. Rafael" bombardeiam as Necessidades, chegando a destruir com um tiro o Pavilhão Real. Assustada a Família Real foge para Mafra. Os mesmos barcos vão encurralar as forças leais no Rossio.

            Na madrugada do dia 5, porém, Paiva Couceiro leva as suas tropas para o Jardim de Torel, donde podia atacar a Rotunda. Contudo tinha poucas munições e o depósito destas em Beirolas estava nas mãos dos republicanos. As tropas estavam divididas.

            Além disso muitos confundiram a bandeira branca levantada pelo Encarregado de Negócios da Alemanha, com a rendição do Rei e destroçaram. A Monarquia ficou sem soldados. Ás 11 horas da manhã José Relvas proclama por fim, da varanda da Câmara Municipal, a República em Portugal. Havia a lamentar 76 mortos, dos quais 51 civis, 186 feridos civis e 122 militares. A Família Real partiria nessa tarde para o exílio. 

           No dia 6 o novo regime foi proclamado no Porto e, nos dias seguintes, no resto do país. Em Braga foi-o no dia 7, tendo tomado posse da Câmara o Dr. Manuel Monteiro.

            Após o 5 de Outubro foi substituída a bandeira portuguesa. As cores verde e vermelho significam, respectivamente, a esperança e o sangue dos heróis. A esfera armilar simboliza os Descobrimentos, os sete castelos representam os primeiros castelos conquistados por D. Afonso Henriques, as cinco quinas significam os cinco reis mouros vencidos por este Rei e, finalmente, os cinco pontos em cada uma das cinco chagas de Cristo. O hino A Portuguesa, composto por Alfredo Keil tornou-se o hino nacional.

 

Fonte: www.geocities.com e Wikipédia

03
Out06

Reflexão Total

contoselendas

Recolhi as tuas lágrimas

na palma da minha mão,

e mal que se evaporaram

todas as aves cantaram

e em bandos esvoaçaram

em torno da minha mão.

Em jogos de luz e cor

tuas lágrimas deixaram

os cristais do teu amor,

faces talhadas em dor

na palma da minha mão.

 

António Gedeão
03
Out06

Frases...

contoselendas

            Sou como todas as pessoas: vejo o mundo da maneira que desejava que as coisas acontecessem, e não da maneira que as coisas acontecem. Existe uma linguagem que está além das palavras

 

Paulo Coelho in “O Alquimista”

03
Out06

...

contoselendas

há o silêncio circunscrito à tua volta

e no entanto a tua pele é o silêncio

há a noite que entrou dentro de ti

e no entanto o teu interior não é onde

adormecem as crianças é onde se perdem

os cegos não é onde há lua e estrelas

é onde o negro não quer ser tão negro

existes e só és o teu absoluto vazio

um homem são os homens que o acompanham

 

José Luís Peixoto

02
Out06

Seis meses….

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Mãe…quando partiste

Meu coração

Ficou despedaçado

Como um puzzle

Juntei peça a peça

No fim

Meu amor por ti

Ficou reforçado

E de meu coração

Outrora despedaçado

“Apenas” resta…

O vazio

De não estares a meu lado

 

Jinhos

Contoselendas

01
Out06

Amizade

contoselendas

De mais ninguém, senão de ti, preciso:

Do teu sereno olhar, do teu sorriso,

Da tua mão pousada no meu ombro.

Ouvir-te murmurar: "Espera e confia!"

E sentir converter-se em harmonia,

O que era, dantes, confusão e assombro.

 

Carlos Queiroz

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