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Contos, Lendas e Poesia

Contos, Lendas e Poesia

14
Mar08

Sentimentos

contoselendas

Há muito que esperava por aquele telefonema. Não esperava é que chega-se naquele dia.

Era um Domingo de Abril.

As coisas quando chegam até nós. Mesmo as melhores. Estranhamos. Quando já estamos preparados para elas pode ser o auge de uma euforia ou de uma amargura.

Eu amava-a e ainda a amo. Quando ouvi o toque do telefone, senti uma angústia. Foi um acordar brusco e de repente, um acordar para um pesadelo para o qual já deveria estar preparado.

Atendi o telefone, seriam umas sete horas da manha, mais coisa menos coisa… que interessa…

Tinha falecido disseram-me. Perguntaram se falavam para a casa da família dela e quem era que falava. Identificaram-se.

A identificação foi a primeira coisa que me deram. O pesadelo começava pois eu já sabia o que poderia vir a seguir. Teria sido escusado tantos pormenores. Poupariam tempo e dinheiro. Se é que eles lhes era precioso.

Foi frio. Assim senti aquilo que ouvi. Parecia que quem estava do outro lado já estava imune aos sentimentos que poderiam passar-me na alma.

Morri!

Por aquele tempo meu coração estava perdido numa paixão.

Corri…para não perder a “tal paixão”.

Declarei-me.

Respondeu-me: - Já te conheço…

Como se alguém conhecesse alguém… realmente…

Morri!

Duas mortes… em poucos dias. Pois ela nunca morreu em meu coração.

Minha Mãe acabara de falecer. O ser que eu mais amava morrera… e eu não conseguia chorar.

Seu corpo deitado na Casa Mortuária era-me estranho. Não era ela que estava ali mas um cadáver…o seu cadáver.

Pois ela era e é muito mais que aquilo. Que aquele corpo. Gelado…diferente.

Ao funeral apareceu muita gente. Muitos Amigos…até amigos que só se lembram de nós na morte – Abutres.

Morto. Esperava um milagre….a salvação por aquela que estava apaixonado.

Na missa de sétimo dia só esperava que ela chegasse e me resgatasse daquele inferno. Daquela morte. Queria ressuscitar. Queria que ela fosse a minha ressurreição.

Perdi. Não apareceu. Disse-me: - Já te Conheço…

Meu coração chorava, chorava…

Meus olhos estavam secos.

Esperava um resgate que não surgiu. Entrei em desespero, em Pânico

Foi um longo e duro percurso.

Fui um morto vivo.

Ressuscitei… ao fim de muitos meses.

Outro amor. Outra paixão.

Morrerei…?

 

Ainda bem que há Amigos.

 

Contoselendas

01
Mar08

O Medo

contoselendas

O medo é muitas vezes o muro que impede as pessoas de fazerem uma série de coisas. Claro que o medo também pode ser positivo, em certa medida ajuda a que se equilibrem alguns elementos e se tenham certas coisas em consideração, mas na maior parte dos casos é negativo, é algo que nos faz mal. (...) O pior medo é o medo de nós próprios e a pior opressão é a auto-opressão. Antes de se tentar lutar contra qualquer outra coisa, penso que é importante lutarmos contra ela e conquistarmos a liberdade de não termos medo de nós próprios

 

José Luís Peixoto

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