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Contos, Lendas e Poesia

Contos, Lendas e Poesia

16
Jul16

...

contoselendas

Lembro-me do nosso primeiro beijo

Mas decerto seria-me difícil te levar lá de novo

A memória dos lugares me é fraca… desculpa

Os momentos dessa louca paixão foram tantos

Que me é difícil lembrar todos.

Desejava ter para todos os momentos uma

Máquina fotográfica para os poder ter registados

Para ao olhar nesses registos e me lembrar

De tudo o que senti e vivi contigo

Mas decerto iria perder algo contigo

Algum momento, ao fazer esses registos

Da minha parca memória peço-te perdão

A única memória que me resta é a de tudo

O que sempre sinto e vivo contigo.

 

Carlos Alberto Correia

12
Abr16

O Pássaro Chica-Amorica

contoselendas

O Pássaro Chica-Amorica

        Era uma vez um pássaro chamados Chica-Amorica. Tinha o ninho e três filhos no alto de um carvalho. E cantava, feliz da vida. Chegou então a raposa e perguntou:

     - Quem está a cantar em tão alto carvalho?

    E logo o pássaro respondeu:

    - É a Chica-Amorica e seus filhos três.

    E disse a raposa:

    - Pois deita para cá um, senão alço o rabo, corto o carvalho e como Chica-Amorica e seus filhos três. Cheia de medo, a avezinha deitou um filho para fora do ninho e toda a noite chorou. No dia seguinte, voltou a raposa e perguntou:      

    - Quem chora em tão alto carvalho?

    E logo Chica-Amorica respondeu:

    - É a Chica-Amorica com seus filhos dois,

    E a raposa tornou:

    - Pois deita para cá um, senão alço o rabo, corto o carvalho e como Chica-Amorica e seus filhos dois.

     Sem parar de chorara a avezinha deitou um filho para fora do ninho. Pouco de pois passou por ali o mocho que era compadre da Chica-Amorica. Ao ouvir chorar, perguntou:

    - Quem esta a chorar no alto deste carvalho?

    E veio a resposta:

    - É a Chica-Amorica e seu filho único. Passou por aqui a raposa e disse que cortava o carvalho com o rabo e que me engolia junto com os meus filhos. Já levou dois e não deve tardar para vir buscar o último.

    O mocho disse-lhe que não se afligisses e ensinou as respostas que devia dar á raposa. E ficou por ali a passear até que apareceu a raposa. E logo veio a pergunta, mas Chica-Amorica tinha aprendido a lição e respondeu que rabo de raposa não corta carvalho. Irritada a raposa gritou:

    - Isso são conselhos do teu compadre!

    O mocho apareceu e disse:

    - Pois!

    A raposa disse então ao Mocho que pusesse um pé no chão e o outro no ar. Este a sim fez e disse:

    - Pois.

    - Agora fecha um olho e abre o outro - ordenou a raposa.

    Era o que a raposa queria. Engoliu o Mocho e desatou a correr enquanto gritava:

    - Mocho comi! Mocho comi!

    O Mocho, que tinha ficado inteiro na boca da apressada raposa, gritou:

    - Berra mais alto para a minha família ouvir.

    A raposa abriu muito a boca, o Mocho fugiu e gritou:

    - A outro, a outro que a mim não!

 

Fonte: http://culturapopular.no.sapo.pt

29
Dez15

Tu

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Esta voz que ouço, eu conheço

De algum lado!... mas eu estou noutro local…

Noutro mundo de meus pensamentos,

Esta voz que ouço, eu conheço

De algum lado!... mas eu estou noutro local…

Noutro mundo de meus pensamentos,

Certamente não é para mim que fala

Esta cara que vejo, eu conheço,

De algum lado!... mas eu estou noutro local…

Noutro mundo de meus pensamentos,

Esta voz diz algo, que não é para mim, pois

Não é meu nome que “chama”, mas conheço-a, e

Aquela cara que vejo no vidro, eu conheço…

“Enganou-se no meu nome!”, exclamo a mim mesmo,

Num tom de “voz” cheio de razão…

Acordo volto ao presente e sorrio para ti.

 

Contoselendas

22
Dez15

A Boneca

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Levantei a cabeça como se do sol

Fosse a procura, mas lá estava a janela

De seu quarto, sua boneca continuava lá

Calva, até as bonecas perdem o cabelo

Da idade, e dos sonhos vividos juntos…

Ou daqueles que já não vivem, pois ela

Já não vive naquele quarto, faz anos, de

Memórias de alegrias e tristezas partilhadas.

De costas viradas para a janela espera-a,

Fixando seu olhar na porta anseia...

Pelo dia que volte a seu quarto e a abrace.

Talvez eu as volte a ver juntas a olhar da janela.

 

Contoselendas

07
Fev15

Sento-me

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Sento-me, a olhar o mar.

Estamos em janeiro, como naquele ano

Em que daqui o observava, e nas suas

Ondas deixava ir tudo o que um dia senti

Por ti. Todas as mágoas e ressentimentos

Se foram desfazendo em espuma, no rebentar

Das ondas e afogaram-se. Ficou o amor, sim…,

O amor por mim vivido e em ti projetado, confuso,

Que se julgava tua pertença. Julgava-se tua

Pertença mas não o era, nem nunca o foi. Era e é meu!

Ame quem amar, sempre será exclusivamente meu.

O amor vive-se cá dentro e não é refém de ninguém.

Demorou perceber isso, demorou… muito. Demorou

Até aquele momento em que junto ao mar o passei

Por água, todo o lixo se foi, tudo o que não valia a pena

As águas levaram, tudo o que te ligava a ele se dissipou.

Recolhi-o, límpido. Hoje, somente, sobrevive a memória

Da minha entrega a alguém que o não merecia. Hoje

Sobrevivo, feliz por amar-me. Hoje observo o mar com

A ternura do meu amor. Sento-me, a olhar o amor.

 

Contoselendas

21
Jan15

...

contoselendas

Um jovem de 24 anos, olhando pela janela de um trem, gritou:

– Pai, olhe as arvores andando para trás!

O pai sorriu e um casal que estava sentado próximo a eles olhou para o comportamento infantil do rapaz de 24 anos com piedade.

De repente, o rapaz novamente exclamou empolgadíssimo:

– Pai, veja as nuvens correndo com a gente!

O casal não resistiu, e pensando que o rapaz era mentalmente deficiente, viraram para o velho homem (pai do rapaz) e disseram:

– Porque você não o leva a um bom médico?

O velho sorriu, olhou para o filho que estava olhando pela janela do trem, e ao voltar o olhar para o casal respondeu:

– Eu fiz isto… E acabamos de sair do hospital… Meu filho era cego de nascença e acabou de ganhar estes olhos hoje…!

Moral da História: Cada pessoa no planeta tem uma história, a sua verdade. Não julgue as pessoas antes de realmente conhece-las. A verdade pode te surpreender!!!

30
Out14

Rosas que já tinham morrido

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Passava os dias vendo fotografias

Daquele tempo já passado

A vida era linda nesse tempo já vivido

Outrora tudo eram rosas

Rosas das mais velas que tinha visto

Das mais belas com que pode sonhar

Das mais belas com as quais já não podia sonhar

Era o passado vivido naquele presente

Era o presente vivido no passado sem futuro

Eram rosas que já tinham morrido.

 

Contoselendas

 

13
Jul14

No Inicio ...

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No Inicio não existia comprimento, altura, largura, ou

Até mesmo tempo. Não existia passado, presente ou

Futuro. Existia o Agora sem tempo sem memórias.

Não existia Terra, Agua, Ar e Fogo. Nada existia e tudo  existia,

Como uma orquestra em harmonia. Tudo era um eu, e um

Eu era tudo. Mas algo se passou, uma desarmonia de

Orquestra, que gerou um desassossego geral, que

Agitou a consciência do um eu, nascendo o um

Nós. Um nós que, não raras vezes, achava-se um

Eles. Nasceu a desunião, todos criaram uma autoestima

Independente dos demais e cresceram como um feto, um

Recém-nascido, um bebé, uma criança, um jovem, um  adulto…

 

 

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02
Jul14

Fundo do mar

contoselendas

Fundo do mar
No fundo do mar há brancos pavores,
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.

Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.

Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.

Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.

 

Sophia de Mello Breyner Andresen
Obra Poética I
Caminho

02
Jul14

Eros e Psique

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Psique era a mais nova de três filhas de um rei de Mileto e era extremamente bela. Sua beleza era tanta que pessoas de várias regiões iam admirá-la, assombrados, rendendo-lhe homenagens que só eram devidas à própria Afrodite.

 

Profundamente ofendida e enciumada, Afrodite enviou seu filho, Eros, para fazê-la apaixonar-se pelo homem mais feio e vil de toda a terra. Porém, ao ver sua beleza, Eros apaixonou-se profundamente.

O pai de Psique, suspeitando que, inadvertidamente, havia ofendido os deuses, resolveu consultar o oráculo de Apolo, pois suas outras filhas encontraram maridos e, no entanto, Psique permanecia sozinha. Através desse oráculo, o próprio Eros ordenou ao rei que enviasse sua filha ao topo de uma solitária montanha, onde seria desposada por uma terrível serpente. A jovem aterrorizada foi levada ao pé do monte e abandonada por seu pesarosos parentes e amigos. Conformada com seu destino, Psique foi tomada por um profundo sono, sendo, então, conduzida pela brisa gentil de Zéfiro a um lindo vale.

Quando acordou, caminhou por entre as flores, até chegar a um castelo magnífico. Notou que lá deveria ser a morada de um deus, tal a perfeição que podia ver em cada um dos seus detalhes. Tomando coragem, entrou no deslumbrante palácio, onde todos os seus desejos foram satisfeitos por ajudantes invisíveis, dos quais só podia ouvir a voz.

 

Chegando a escuridão, foi conduzida pelos criados a um quarto de dormir. Certa de ali encontraria finalmente o seu terrível esposo, começou a tremer quando sentiu que alguém entrara no quarto. No entanto, uma voz maravilhosa a acalmou. Logo em seguida, sentiu mãos humanas acariciarem seu corpo. A esse amante misterioso, ela se entregou. Quando acordou, já havia chegado o dia e seu amante havia desaparecido. Porém essa mesma cena se repetiu por diversas noites.

 

Enquanto isso, suas irmãs continuavam a sua procura, mas seu esposo misterioso a alertou para não responder aos seus chamados. Psique sentindo-se solitária em seu castelo-prisão, implorava ao seu amante para deixá-la ver suas irmãs. Finalmente, ele aceitou, mas impôs a condição que, não importando o que suas irmãs dissessem, ela nunca tentaria conhecer sua verdadeira identidade.

Quando suas irmãs entraram no castelo e viram aquela abundância de beleza e maravilhas, foram tomadas de inveja. Notando que o esposo de Psique nunca aparecia, perguntaram maliciosamente sobre sua identidade. Embora advertida por seu esposo, Psique viu a dúvida e a curiosidade tomarem conta de seu ser, aguçadas pelos comentários de suas irmãs.

Seu esposo alertou-a que suas irmãs estavam tentando fazer com que ela olhasse seu rosto, mas se assim ela fizesse, ela nunca mais o veria novamente. Além disso, ele contou-lhe que ela estava grávida e se ela conseguisse manter o segredo ele seria divino, porém se ela falhasse, ele seria mortal.

 

Ao receber novamente suas irmãs, Psique contou-lhes que estava grávida, e que sua criança seria de origem divina. Suas irmãs ficaram ainda mais enciumadas com sua situação, pois além de todas aquelas riquezas, ela era a esposa de um lindo deus. Assim, trataram de convencer a jovem a olhar a identidade do esposo, pois se ele estava escondendo seu rosto era porque havia algo de errado com ele. Ele realmente deveria ser uma horrível serpente e não um deus maravilhoso.

Assustada com o que suas irmãs disseram, escondeu uma faca e uma lâmpada próximo a sua cama, decidida a conhecer a identidade de seu marido, e se ele fosse realmente um monstro terrível, matá-lo. Ela havia esquecido dos avisos de seu amante, de não dar ouvidos a suas irmãs.

 

A noite, quando Eros descansava ao seu lado, Psique tomou coragem e aproximou a lâmpada do rosto de seu marido, esperando ver uma horrenda criatura. Para sua surpresa, o que viu porém deixou-a maravilhada. Um jovem de extrema beleza estava repousando com tamanha quietude e doçura que ela pensou em tirar a própria vida por haver dele duvidado.

Enfeitiçada por sua beleza, demorou-se admirando o deus alado. Não percebeu que havia inclinado de tal maneira a lâmpada que uma gota de óleo quente caiu sobre o ombro direito de Eros, acordando-o.

 

Eros olhou-a assustado, e voou pela janela do quarto, dizendo:

- "Tola Psique! É assim que retribuis meu amor? Depois de haver desobedecido as ordens de minha mãe e te tornado minha esposa, tu me julgavas um monstro e estavas disposta a cortar minha cabeça? Vai. Volta para junto de tuas irmãs, cujos conselhos pareces preferir aos meus. Não lhe imponho outro castigo, além de deixar-te para sempre. O amor não pode conviver com a suspeita."

 

Quando se recompôs, notou que o lindo castelo a sua volta desaparecera, e que se encontrava bem próxima da casa de seus pais. Psique ficou inconsolável. Tentou suicidar-se atirando-se em um rio próximo, mas suas águas a trouxeram gentilmente para sua margem. Foi então alertada por Pan para esquecer o que se passou e procurar novamente ganhar o amor de Eros.

Por sua vez, quando suas irmãs souberam do acontecido, fingiram pesar, mas partiram então para o topo da montanha, pensando em conquistar o amor de Eros. Lá chegando, chamaram o vento Zéfiro, para que as sustentasse no ar e as levasse até Eros. Mas, Zéfiro desta vez não as ergueram no céu, e elas caíram no despenhadeiro, morrendo.

 

Psique, resolvida a reconquistar a confiança de Eros, saiu a sua procura por todos os lugares da terra, dia e noite, até que chegou a um templo no alto de uma montanha. Com esperança de lá encontrar o amado, entrou no templo e viu uma grande bagunça de grãos de trigo e cevada, ancinhos e foices espalhados por todo o recinto. Convencida que não devia negligenciar o culto a nenhuma divindade, pôs-se a arrumar aquela desordem, colocando cada coisa em seu lugar. Deméter, para quem aquele templo era destinado, ficou profundamente grata e disse-lhe:

- "Ó Psique, embora não possa livrá-la da ira de Afrodite, posso ensiná-la a fazê-lo com suas próprias forças: vá ao seu templo e renda a ela as homenagens que ela, como deusa, merece."

Afrodite, ao recebê-la em seu templo, não esconde sua raiva. Afinal, por aquela reles mortal seu filho havia desobedecido suas ordens e agora ele se encontrava em um leito, recuperando-se da ferida por ela causada. Como condição para o seu perdão, a deusa impôs uma série de tarefas que deveria realizar, tarefas tão difíceis que poderiam causar sua morte.

 

Primeiramente, deveria, antes do anoitecer, separar uma grande quantidade de grãos misturados de trigo, aveia, cevada, feijões e lentilhas. Psique ficou assustada diante de tanto trabalho, porém uma formiga que estava próxima, ficou comovida com a tristeza da jovem e convocou seu exército a isolar cada uma das qualidades de grão.

Como 2ª tarefa, Afrodite ordenou que fosse até as margens de um rio onde ovelhas de lã dourada pastavam e trouxesse um pouco da lã de cada carneiro. Psique estava disposta a cruzar o rio quando ouviu um junco dizer que não atravessasse as águas do rio até que os carneiros se pusessem a descansar sob o sol quente, quando ela poderia aproveitar e cortar sua lã. De outro modo, seria atacada e morta pelos carneiros. Assim feito, Psique esperou até o sol ficar bem alto no horizonte, atravessou o rio e levou a Afrodite uma grande quantidade de lã dourada.

Sua 3ª tarefa seria subir ao topo de uma alta montanha e trazer para Afrodite uma jarra cheia com um pouco da água escura que jorrava de seu cume. Dentre os perigos que Psique enfrentou, estava um dragão que guardava a fonte. Ela foi ajudada nessa tarefa por uma grande águia, que voou baixo próximo a fonte e encheu a jarra com a negra água.

 

Irada com o sucesso da jovem, Afrodite planejou uma última, porém fatal, tarefa. Psique deveria descer ao mundo inferior e pedir a Perséfone, que lhe desse um pouco de sua própria beleza, que deveria guardar em uma caixa. Desesperada, subiu ao topo de uma elevada torre e quis atirar-se, para assim poder alcançar o mundo subterrâneo. A torre porém murmurou instruções de como entrar em uma particular caverna para alcançar o reino de Hades. Ensinou-lhe ainda como driblar os diversos perigos da jornada, como passar pelo cão Cérbero e deu-lhe uma moeda para pagar a Caronte pela travessia do rio Estige, advertindo-a:

- "Quando Perséfone lhe der a caixa com sua beleza, toma o cuidado, maior que todas as outras coisas, de não olhar dentro da caixa, pois a beleza dos deuses não cabe a olhos mortais."

 

Seguindo essas palavras, conseguiu chegar até Perséfone, que estava sentada imponente em seu trono e recebeu dela a caixa com o precioso tesouro. Tomada porém pela curiosidade em seu retorno, abriu a caixa para espiar. Ao invés de beleza havia apenas um sono terrível que dela se apossou.

Eros, curado de sua ferida, voou ao socorro de Psique e conseguiu colocar o sono novamente na caixa, salvando-a.

Lembrou-lhe novamente que sua curiosidade havia novamente sido sua grande falta, mas que agora podia apresentar-se à Afrodite e cumprir a tarefa.

 

Enquanto isso, Eros foi ao encontro de Zeus e implorou a ele que apaziguasse a ira de Afrodite e ratificasse o seu casamento com Psique. Atendendo seu pedido, o grande deus do Olimpo ordenou que Hermes conduzisse a jovem à assembleia dos deuses e a ela foi oferecida uma taça de ambrosia. Então com toda a cerimônia, Eros casou-se com Psique, e no devido tempo nasceu seu filho, chamado Voluptas (Prazer).

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